27 de agosto de 2010

A magia em RPGs próprios - como fazem o Avatar Aang e o ninja Naruto

A magia é tratada de variadas formas nos jogos de RPG e recentemente deparei-me com esta questão: como será a magia em meu sistema próprio?

Há jogos de RPG que a magia usa um combustível, como em Naruto, o que faz algum sentido, levando em conta que a magia não existe em nosso mundo real e só podemos imaginar como ela seria. Para jogos eletrônicos este modelo é interessante, já que o jogo faz o controle do nível do combustível da magia, seu gasto e recuperação. Mas no RPG isso significa escrever e apagar constantemente, deixando a ficha um terror e, além disso, pode limitar o uso dela pelo jogador, até afetando a diversão.

Outros jogos, principalmente que seguem a cartilha do D&D, usam o sistema “usou acabou” ou ainda “usou esqueceu”, onde as magias são limitadas por dia, o que não faz muito sentido quando se pode usar uma magia “mais fraca” (o que seria isso exatamente?!) por algumas vezes no dia e outra “mais forte” apenas uma vez. Por quê? O que faz aquela magia mais fraca ser impossibilitada de ser usada novamente?

No Gurps, a magia causa cansaço no usuário de magia, fazendo com que o jogador controle seu personagem para que ele não desmaie. Mas esse sistema também exige controle constante na ficha como citado no primeiro exemplo.

No desenho animado Avatar, as habilidades de dobrar elementos não exige nada, nem tem limites, é uma ação natural dos dobradores, como correr. Seria esta uma opção interessante para os jogos de RPG? Mas e as limitações no uso de tais habilidades, que podem ser tão poderosas?

Gilson

9 comentários:

Ben-hur Ott disse...

Realmente importante a colocação. Sempre mestrei 3D&T e sistemas caseiros para meus amigos e de fato sempre utilizei MP. Agora estou seguindo as idéias do Dungeon Lite, mas realmente dá uma grande diferença. O bom é que um mago nunca ficará sem magias, devido aos poderes por encontro, mas também não poderá utilizar duas bolas de fogo num mesmo inimigo. Bem, depois deste post acho que vou repensar o caso do DUngeon Lite, vou tentar colocar MP. Se bem que os poderes pequeninos (como o da Carol, que interpreta uma Necromante) como ver no escuro ou detectar os mortos podem ter custo 0 de MP. Valeu por mais essa Gilson.

Gilson disse...

Estou queimando neurônios sobre isso.

Gilson

MortykuS disse...

No sistema caseiro que estou bolando, preferi pelo modo GURPS de ser. Cada magia que o mago faz casa ele.

Para resolver o probleminha de ficar riscando e apagando a ficha, resolvi fazer "mini-fichas" só com informações de vida e cansaço!

Ben-hur Ott disse...

Os jogadores da minha mesa deixam uma folha de rascunho só para anotar os PVs e PMs. Daí anotam na ficha no final da sessão.

Rapouso disse...

olá!

estou acompanhando o "RPG simples" a um bom tempo, e tenho até o banner de vocês em meu blog, mas o motivo da visita possui outro objetivo! atualmente tenho lido e ouvido (casts) um pouco sobre o RPG em si e resolvi criar o meu primeiro pod cast, se puderem ouvi-lo e comenta-lo ficarei grato! na esperança de poder ajudar me dispeço! att
Pena de prata (editor principal do blog www.10sucessos.blogspot.com)

Mestre Bio disse...

Tudo, eu repito, tudo nessa vida gasta alguma coisa, se fizer exercício gasta sua energia e precisa ser reposta com alimento, se anda de carro, gasta o combustível, se o relógio trabalha, usa a corda ou bateria, então faz todo o sentido do mundo que as magias também gastem algo, seja concentração, força de vontade, ki, chakra, força vital, mana ou o que quer que seja, mas ter um poder infinito e que não gaste nada é querer ser overpower demais e fugir de qualquer sentido (se é que magia pode ter sentido) das coisas.

Gilson disse...

É verdade, Mestre Bio.

Gilson

celma disse...

O Avatar Aang e todos os dobradores têm o limitador "somático" para seus poderes, ou seja, precisam das mãos e pernas livres para poderem manifestar.

E eles também se cansam se o poder é muito potente, então em vez de se ficar marcando e apagando pontinhos numa ficha, basta se fazer um teste de resistência física de acordo com a dificuldade do poder e aplicar as condições de fadiga de acordo com as falhas no teste, personagens mais resistentes poderão lançar magias mais estafantes sem sofrerem tanto.

Super Sassá disse...

Bem bacana as teorias aqui apresentadas, me fazem repensar todo o meu sistema de magia (do meu sistema de RPG, claro).

=)