19 de julho de 9000

Bibliografia RPG e Educação


Bibliografia de pesquisas de mestrado e e doutorado no Brasil que abordam os jogos de RPG. Em atualização constante.

Algumas pesquisas abordam jogos eletrônicos e, eventualmente, citam os jogos não eletrônicos, que é o foco desta bibliografia. Como esta informação pode gerar pistas investigativas, estas pesquisas com abordagens sobre jogos eletrônicos também estão aqui. [continue lendo]

21 de julho de 2015

Relatos de experiências com jogos de RPG



Divulgando o blog do professor e colega Rafael Carneiro, que trata de experiências envolvendo os jogos de RPG, e pode ajudar muito com TCCs, mestrados e doutorados.

Os que estão divulgados já são uma leitura muito agradável! Segue o endereço, que já está incluso na bibliografia eletrônica sobre pesquisas com jogos de RPG, aqui no blog ‘rpg simples’.



Gilson

7 de julho de 2015

Seriado sobre magia, Jonathan Strange & Mr. Norrell

 

Com sete episódios, o seriado Jonathan Strange & Mr. Norrell traz a magia como foco de sua história. A sinopse diz que

“É uma adaptação da obra de Susanna Clarke. A história acompanha as aventuras de dois magos vivendo na Inglaterra durante o período das guerras napoleônicas. Em 1806, o Sr. Norrell, um homem recluso, revela ser um mago poderoso, o que o transforma em uma celebridade. Com isso, ele atrai o interesse de Jonathan Strange, um aprendiz de mago. Ao se tornar o pupilo de Norrell, Jonathan e seu mestre unem forças para defender a Inglaterra na guerra contra a França. O problema é que, aos poucos, Jonathan se sente cada vez mais atraído pelo lado obscuro da magia.”

O interessante é ver algumas questões sobre a magia que vemos em nossos jogos de RPG e que me causam muita inquietação, algo que afetou meu pensamento sobre magia nos jogos de RPG. Em alguns momentos, a magia é feita de forma tranquila, em rituais, já em outros momentos, por necessidade ou tensão da situação, ela é rápida e instintiva. É também muito interessante ver os perigos da magia e como seres mágicos são poderosos.

Quando pensava em como a magia funcionaria em meu jogo levei estas questões em consideração, ainda em 2012. Penso que o usuário de magia pode saber algumas magias, mas pode fazer outras magias ao entrar em Sintonia com as energias místicas, de acordo com a necessidade daquele momento. Uso pontos de magia como combustível e os pontos ainda não usados podem ser aproveitados para magias que o usuário não treinou e/ou são muito específicas para aquela situação.


Gilson

6 de julho de 2015

Eventos de educação e pesquisas com sobre jogos de RPG

No último Endipe – Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino – apresentei meu velho pôster companheiro de eventos acadêmicos. E mais uma vez, infelizmente, meu trabalho era o único com a temática de jogos de RPG no evento. Há movimentos pelo Brasil, mas ainda tímidos, como acompanham pelo Twitter  ao lado (twitter.com/rpg_educacao).

Ao lado do meu pôster umas moças arrumavam o pôster delas e quando eu falava dos jogos de RPG, e ainda panfletava pelo evento o material que distribuo explicando os jogos de RPG (http://dl.dropbox.com/u/81391216/rpg/jogo_RPG_basico.pdf), uma delas me contou sobre um colega de graduação delas, em biologia, que sempre apresentava as atividades de uma disciplina com os jogos de RPG. Foi bacana que toda a turma dele acabou conhecendo este tipo de jogo.

O evento é bianual e foi em novembro do ano passado. Em agosto de 2016 será em Cuiabá e pretendo apresentar meu pôster novamente, já apresentei outras vezes, em Belo Horizonte, Manaus, Fortaleza, João Pessoa e Belém.

Outra boa notícia foi a atualização da bibliografia sobre pesquisas com jogos de RPG, em endereço aqui no blog. Agora falta fôlego para atualizar o endereço com as pesquisas para baixar, as localizadas, em PesquisaRPG.ufpa.br . Aqui a bilbiografia atualizada:

 Gilson

11 de agosto de 2014

Produções nacionais sobre RPGs com temática brasileira


Seguem os endereços eletrônicos de dois projetos bastante interessantes.




Prof. Gilson

20 de julho de 2014

Orientação sexual, homossexualidade, nerdice, RPG, queer, homofobia, D&D, videogame


[atualizado] Um pequeno parágrafo na nova edição do gratuito Dungeons & Dragons Next tem causado diversos debates interessantes na comunidade de jogadores de RPG. Ele trata da orientação sexual dos personagens. Eu fiz uma tradução livre e logo abaixo segue o texto original:

Você não precisa ficar confinado nas noções binárias de sexo e gênero. O deus elfo Corellon Larethian é visto como andrógino ou hermafrodita, por exemplo, e alguns elfos no multiverso são feitos à imagem de Corellon. Você pode interpretar uma personagem que se apresenta como um homem, um homem que se sente preso num corpo de mulher ou uma anã barbada que odeia ser confundida com um anão. A orientação sexual do seu personagem é para você decidir.

You don’t need to be confined to binary notions of sex and gender. The elf god Corellon Larethian is often seen as androgynous or hermaphroditic, for example, and some elves in the multiverse are made in Corellon’s image. You could also play a female character Who presents herself as a man, a man who feels trapped in a female body, or a bearded female dwarf who hates being mistaken for a male. Likewise, your character’s sexual
orientation is for you to decide

Para quem não acompanha este blog, esclareço que os jogos de RPG são uma prática ou tipo de jogo de contar histórias coletivamente. São usados fichas de papel, poliedros (dados), lápis, papel e imaginação, e os participantes são, ao mesmo tempo, autores e personagens das tramas.

Não pesquiso gênero e sexualidade, mas vários integrantes do grupo de pesquisas que faço parte pesquisam, e aprendi a ouvir sobre gênero, sexualidade e homossexualidade. E no fim, todos nós queremos ser respeitados.

Este parágrafo tem repercutido em debates interessantes e caóticos. Somado a isto, a editora Devir, uma das maiores editoras de jogos de RPG no Brasil, causou constrangimento e polêmica ao usar modelos no evento que organiza, o Encontro Internacional de RPG. Escrevi mais sobre isto aqui: http://rpgsimples.blogspot.com/2014/07/o-machismo-no-rpg-nas-historias-e-no.html

E outros lugares e materiais interessantes foram socializados nos debates:

Uma postagem de um autor brasileiro que publica RPGs e quadrinhos. Vasculhando o site, descobri que é um site de cultura nerde feita por gays.

Pesquisa científica sobre representações de gênero nos jogos de RPG:

O blog Saia da Masmorra tratando do assunto do sexismo da editora Devir:

A questão de gênero e das relações ‘queer’ num mundo pós-apocalíptico (em inglês):

Mecânica de jogos para questões ‘queer’ (em inglês):

Fórum debatendo o parágrafo do D&D (em inglês):
http://www.therpgsite.com/showthread.php?t=29974

Representação de gênero nos ‘videogames’ (em inglês):

Gilson


¹ Acesso em 20/07/2014, página 33, em http://media.wizards.com/downloads/dnd/DnDBasicRules.pdf

18 de julho de 2014

O machismo no RPG: nas histórias e no mundo real

Muito lamentável a estratégia da editora Devir em utilizar mulheres consideradas ‘bonitas e gostosas’ nos padrões socialmente estabelecidos em seu estande no Encontro Internacional de RPG. A mulher é vista há muitos e muitos séculos como mero adereço do macho heterossexual dominante, que detém o dinheiro, que a compra como mais uma de suas propriedades. Não pesquiso gênero e sexualidade, mas acompanho os debates do meu grupo de pesquisa e em eventos acadêmicos pelo Brasil, por curiosidade, já que coisas que eram consideradas ‘normais’ para mim, são construções históricas e sociais, processos de subjetivação que coloca a mulher em posição inferior ao homem.

Isto não é exagero. O Dia Internacional da Mulher não é para ser comemorado com florzinha e chocolate, é para lembrar da luta da mulher por respeito e igualdade. Mulheres foram mortas por desejarem isto.

Os machões machistas de plantão devem estar sem entender nada, mas a culpa não é deles, todos nós somos subjetivados desta maneira, de ver a mulher como uma coisa, um objeto de prazer apenas, uma alegoria, uma empregada para nossos afazeres, algo para satisfazer sexualmente. E quem diz e afirma que não pensa assim, pode ser o mesmo que assobia para uma mulher na rua.


Gilson