13 de maio de 2010

As listas de perícias nas fichas são mais práticas ou são a favor da preguiça?


Ao criar meus modestos sistemas de jogos, nunca pensei em colocar as perícias em forma de lista diretamente nas fichas, deixando a cargo do jogador decidir que conhecimentos seu personagem dominará.

Durante uma conversa sobre criação de jogos no Encontro de RPG Gasômetro, aqui em Belém, fui chamado a atenção para a praticidade em ter listas prontas nas fichas: não é necessário consultar o livro de regras para saber quais estão disponíveis. É prático ou favorece da preguiça?

Como as listas são pequenas (exemplos são D&D 3a e 4a edições, Novo Mundo das Trevas e Zero) elas acabam englobando muito conhecimento numa só “perícia”. Exemplo simples é Esporte. Então, ao adquirir esta perícia o personagem domina todos os esportes? Isso vai de encontro a sistemas simulacionistas como Gurps, onde o jogador é obrigado a consultar o livro de regras ou uma lista resumida para saber quais perícias estão disponíveis e quais deseja para seu personagem.

É realmente mais prático criar personagem desta maneira, tornando pelo menos esta etapa mais rápida, mas a que custo?

Gilson

7 comentários:

John Bogéa disse...

Seria um caso tipo: Praticidade x realismo.
De fato o realismo é comprometdo em perícias tão genáricas como as de d&d e de storytelling, em certos pontos sequer existe a perícia adequada para uma determinada ação que tenha um nível de peculiaridade maior, ae o mestre é obrigado a improvisar.

O que seria melhor:
Trocar o realismo pela praticidade ou a patricidade pelo realismo?
ou, adicinando uma nova questão, seria mais prático e realista se os próprios jogadores pudessem de fato inventar suas pericias sem precisar consultar lista nenhuma?

Gilson disse...

É bem prático mesmo ter a lista já pronta. Vai da preferência de cada um e do grupo. O que importa é a diversão!

Gilson

Lissão Albuquerque disse...

Olá, meu nome é Ulisses, sou Paulistano, mas morei em Belém em 1999. Tenho 26 anos e conheço o RPG desde 1995 quando se tinha muito pouco material nacional, apesar de nesses ultimos 5 anos apenas acompanhar em sites e blog. Acei seu blog numa pesquisa na internet. Bem, vamos ao texto: Este tema varia de grupo de jogador para grupo de jogador. Meus últimos anos jogando efetiva eu gostava mais das listas de pericia nas fichas semelhante a storyteller, utilizando a especialização onde se ganhava + 1d. Mas claro que as listas de perícia devem sem bem elaboradas abordando cada uma delas um campo de atividade. Como no exemplo de ESPORTES acho que o que deve ser levado em conta é que um esportista tem mais vigor, flexibilidade e facilidade de adaptação em outro tipo de esporte, mas ele é extremamente bom quando lida com o seu esporte predileto, no caso a especialização. Grato. Ulisses

Gilson disse...

Interessante isso, Lissão!

Gilson

Michael Wevanne disse...

se eh pratico? sem sombra de duvida!

basta comparar o tempo que qualquer um demanda para preencher as bolinhas de "vampiro, a mascara" ou escolher as pericas em GURPS.

mas na verdade, a questao de nao precisar consultar o livro para saber as pericias disponiveis eh a chave da questao.

o uso deste recurso, obvio, soh eh viavel quando existe uma quantidade inserivel na ficha de personagem. caso contrario pode poluir o visual da ficha ou ateh mesmo atrapalhar... como o que acontece em algumas fichas dos jogos da daemon.

Gilson disse...

Pode crer, Michael. Na Daemon estão todas as perícias?!

Gilson

Sei Lá!!! disse...

Realismo em primeiro lugar!

Olha acho que cada um deve escolher suas pericias e o mestre decidir se é valido ou deve especificar mais!

bom cada um com sua opiniao!!!!
kk