29 de julho de 2009

{variados}. Propaganda e divulgação do RPG

Depois de ler várias argumentações sobre divulgação e propaganda do RPG, algumas interessantes e outras totalmente descabidas, colocarei meus pontos de vista como nerdossauro - como o Newton Rocha fala, como publicitário e de quem não teve alguém explicando o jogo.

Depois de ler sobre ‘o tal do RPG’ numa antiga edição da revista de cinema Set - Terror e Ficção e ouvir algumas vezes no antigo programa televisivo Top TV, juntei o dinheiro do lanche de várias semanas e comprei o Dragon Quest, já que tinha na caixa a sigla RPG.

Sem ninguém para me explicar foi um sufoco para entender, mas eu e meus vizinhos nos divertimos bastante quando conseguimos entender aquele jogo cooperativo.

Nos anos seguintes do início da década de noventa o brasileiro podia encontrar livros grandes, totalmente intimidadores para quem pretendia conhecer sozinho o RPG, fosse pelos preços e/ou pela quantidade de páginas. E é algo que acontece até hoje. Além do RPG Quest não consigo lembrar de outro jogo recente, simples, pequeno, barato, com mapas de combate e miniaturas, elementos fundamentais para quem conhecerá o jogo completamente sozinho, sem nem mesmo ter visto uma sessão.

E o outro ponto importante é a distribuição. De pouco adianta saber do RPG se é difícil encontrar para comprar, de preferência barato e com as características que o RPG Quest e Dragon Quest têm. Internet facilita, mas poder ver e tocar o produto é mais eficaz. Neste ponto, a questão de distribuição em bancas de revistas é crucial. Uma pena que a incorporação de dados seja difícil devido ao manuseio e encarecimento do produto. Usar um sistema de regras que usa dados comuns ou outra idéia que não precise de dados são fundamentais para aliar à distribuição em bancas e fazer o RPG chegar a mais possíveis novos jogadores.

Divulgação e propaganda são investimentos pouco ou muito custosos. Criar, produzir e distribuir para bancas também é, mas se espera a venda desse produto, gerando lucro ou diminuição de um possível prejuízo. Leio os comentários de idéias sobre anúncios em TV, em revistas caras e outras idéias mirabolantes e ineficazes. O que se precisa é focar, fazer parcerias e ter um produto pronto para apresentar o jogo para quem não conhece. Quem conhece o jogo já tem uma idéia onde encontrar para comprar e já pode saber que tipo de jogo quer.

Conhecer o perfil médio do consumidor é básico, depois procurar parcerias e anúncios em locais específicos barateando muito o investimento e tornando muito mais eficazes as ações. Como exemplos eu penso em revistas em quadrinhos, sejam ocidentais ou orientais (mangá), sites destinados ao perfil médio do consumidor e a fantástica idéia da Editora Daemon com os cadernos de RPG, apesar de ainda não ter encontrado para vender. Anúncios nessas revistas poderiam ser trocados entre as editoras de RPG, fazendo com que os consumidores conhecessem o produto da outra empresa, algo que pode chegar a investimentos muito baixos.

Um site fácil de navegar e talvez um RPG simples e gratuito (com miniaturas e mapas para imprimir e montar) ajudariam também. É claro que o site deve ser divulgado com as ações de propaganda e divulgação.

Gilson

4 comentários:

John Bogéa disse...

na tu ter falado em dificuldade em comprar e encontrar dados.
Recentemente estava trabalhando com o Fab em um sistema de rpg via messenger, que dispensava o usod e dados. E agora penso em fazer algo no estilo "First Quest ou Hero quest", (RPG pen & paper)que também dispensa o uso de dados e ensina a confecção de marcadores de mapas.

Gilson disse...

Bacana, John!

E o sistema foi pra frente? E este outro sistema como First Quest e Hero Quest usa dados?

Já viste o Aventura RPG e Zip RPG aqui no blog? Estão no link no menu ao lado.

E aquele email? Responde!

Gilson

John Bogéa disse...

Ainda estamos testando a versão pro msn. Vou te mandar uma cópia por email(Ainda não revisada) da versão beta.

O ideal é que esse novo sistema simples, estilo first quest não use dados.

Gilson disse...

A arte da diagramação está fantástica.

Responde ao email da arte que te perguntei.

Valeu!

Gilson